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Projeto repercute nas escolas

Projeto Aprenda 450 Anos motivou a comunidade escolar da Subprefeitura de Pinheiros a comemorar o aniversário de São Paulo.

Várias escolas ligadas à Subprefeitura de Pinheiros realizaram atividades comemorativas do aniversário de São Paulo, envolvendo seus alunos em pesquisas, apresentações artísticas diversas e até uma excursão pelo centro da cidade. Conheça essas experiências:

E.M.E.F. Dr. José Dias da Silveira
E.M.E.F. Profa. Maria Antonieta D’Alkimin Basto
E.M.E.F. Prof. Olavo Pezzotti

E.M.E.F José Dias

Aniversário de São Paulo é comemorado por alunos da E.M.E.F José Dias

Uma solenidade com direito à roupa de festa marcou as comemorações do aniversário de São Paulo na Escola Municipal E. F. José Dias, na Subprefeitura de Pinheiros. A diretoria da escola, professores, pais e alunos, além da coordenadoria de Pinheiros, estiveram juntos no último dia 24 de setembro para homenagear um pai, um aluno, um funcionário e a diretora da escola com broches comemorativos dos 450 anos da cidade.

“Os 450 anos da cidade foram um pretexto para que nossos alunos reconstruíssem a própria história, o que é muito importante para o crescimento de todos”, afirmou o Prof. Pedro Luiz Ferreira, da Coordenadoria de Pinheiros, em discurso que precedeu a leitura de uma carta auto-biográfica de um aluno do supletivo (EJA). O aluno contou a sua história de migrante nordestino. Ele veio tentar a vida em São Paulo, como milhões de outros habitantes que hoje formam a maior megalópole brasileira, destino de muitas esperanças que acabaram por construir o seu poderio econômico. A carta fez parte de uma atividade cumprida por todos os alunos do EJA. Encerrando a apresentação, dois alunos da 7a. série do ensino fundamental leram um poema.

Exposição dos trabalhos foi vista por toda a comunidade escolar

Na Escola José Dias, o projeto ganhou um caráter interdisciplinar, envolvendo alunos de 1a. a 8a. série, além dos alunos do EJA, e resultou numa excelente exposição que reuniu maquetes, letras de música, recortes, desenhos, histórias e receitas típicas relacionadas aos migrantes da cidade de São Paulo.

Foi montado um mosaico composto pela experiência migratória que os alunos de 1a. à 4a. série trouxeram de casa. Como monitores, alunos vestidos de Padre Anchieta explicavam as maquetes expostas. Quadros pintados no estilo de Alfredo Volpi foram produzidos por alguns alunos, enquanto outros fizeram paródias de músicas famosas de São Paulo. Outro grupo compôs poemas sobre a São Paulo. Utilizando o kit distribuído pelo projeto Aprenda 450 Anos, alunos do EJA fizeram uma releitura das fotos da cidade, trazendo-as para os dias atuais.

Os alunos também montaram cartazes sobre a história do Brooklin, bairro onde está localizada a escola. Para completar, podiam-se ainda admirar fotos aéreas da cidade, fotos históricas e atuais, colagens, recortes e muitos outros trabalhos representando migrantes, índios, o Rio Tietê, o Pe. Anchieta e outras personalidades que fizeram história.

Oficinas para professores motivaram os trabalhos

De acordo com a coordenadora Maria Del Carmen Melero Bello e Elza Maranhão Helcias de Amorim, orientadora da sala de leitura, a Oficina de Artes Plásticas, promovida pelo Projeto Aprenda 450 Anos, foi a motivadora de toda a exposição e do evento que reuniu a comunidade escolar. “De lá tiramos boa parte das idéias aplicadas na confecção dos trabalhos que estão na exposição”, contam.

Os 5 kits recebidos pela escola foram utilizados como matéria prima para a pesquisa realizada pelos alunos. “Quando os painéis chegaram na escola, os alunos ficaram admirados de ver as fotos, que já haviam manuseado em sala-de-aula, tão bem ampliadas”, comentou a coordenadora Carmem. “Esse material é muito bom!”, elogiou a orientadora Elza. Ela apenas lamentou que o número de kits por escola fosse pequeno, impedindo aos alunos um contato maior e mais profundo com o material. A escola teve também a iniciativa de apresentar o kit aos pais. De acordo com as professoras, as funcionárias da escola, mães de alunos, estão também lendo os livros, o que amplia ainda mais a sua repercussão.

 

Colégio Dalckimin
Alunos do D’Alkimin vão ao Páteo do Colégio, onde São Paulo nasceu

O Colégio Profa. Maria Antonieta D’Alkimin comemorou os 450 anos de São Paulo com uma excursão dos seus estudantes ao marco zero da cidade. Os alunos, animados com a perspectiva do passeio, comentavam os trabalhos feitos em sala-de-aula sobre os primórdios da cidade, enquanto esperavam o ônibus que os levaria ao Páteo do Colégio. A professora aproveitou o percurso para contar um pouco da história das avenidas e da cidade.

A chegada à Praça da Sé foi marcada pela euforia da garotada. Uns correram até o marco zero, outros forma ver os artistas de rua. Ao reunir os alunos, a professora Marli Aparecida Pereira, que dá aulas de História, explicou como foi a construção da Catedral.
No interior da Igreja, os alunos ficam admirados com o seu tamanho e seus olhares se perdiam no teto e nos detalhes das colunas. O fato de ter pessoas enterradas dentro da igreja (em um túnel embaixo do altar) os deixou muito impressionados.

Na saída, a professora explicou o que era o monumento do marco zero, deixando as crianças ainda mais motivadas. Elas visitaram ainda o interior do Páteo do Colégio e a Casa Anchieta.

Apresentação dos alunos homenageia imigrantes

Uma apresentação dos alunos, em homenagem ao aniversário de São Paulo, foi realizada no próprio centro da cidade. Tendo por cenário os primeiros prédios da atual metrópole brasileira, a professora Marli apresentou a escola e chamou as alunas da 3a. série para cantar “Fui no Itororó”, música que remete ao Vale do Itororó, local estudado pelos alunos em sala-de-aula. Na seqüência, alunos da 3a. série declamaram partes da poesia “Ser Paulista É...”, de João Brito. Logo após, todos os alunos cantaram juntos “Se essa rua fosse minha”, fazendo um paralelo com a idéia de que se a cidade fosse delas, eles a cuidariam muito bem.

Para finalizar, os alunos da 5a. série cantaram “Frèré Jacques” (a música mais cantada no mundo) em quatro línguas – francês, alemão, inglês e português – homenageando os imigrantes formadores da cidade. Em homenagem aos africanos, cantaram “Tué/Tué” (da região Dijubili, na África) e para homenagear os índios, cantaram, em tupi, “Earoá”.

Depois de passada a apresentação, todos os alunos sentaram no monumento para tomar o lanche. Todos se divertiram muito no centro de São Paulo. “Estou achando muito legal” era o comentário geral.

A Casa da Marquesa impressionou os alunos

A Casa da Marquesa de Santos, localizada próximo ao Páteo do Colégio, foi uma das visitas preferidas pelos alunos do Dalckimin. As crianças se divertiram ao ver utensílios e móveis antigos, maquetes e outros objetos de época expostos no museu.

Muitos “vem ver”, “corre aqui” e “olha que legal” ecoaram pelos cômodos da Casa. “Mano, essa casa é uma mansão!”, exclamavam, impressionados com o tamanho da casa.

Tour pela cidade entusiasma a criançada

Depois da visita à Casa da Marquesa, o próximo destino foi a Biblioteca Mário de Andrade. O percurso foi realizado com entusiasmo: estar fora das quatro paredes da sala-de-aula deixou as realmente crianças eufóricas. Elas pararam para comprar sorvete, entrar em bares, pegar panfletos e divertir-se com as bandeiras dos candidatos às próximas eleições.

Na Rua Direita e na Praça do Patriarca, a professora explicou alguns fatos históricos relacionados àquelas localidades. No Viaduto do Chá, diante da visão do Vale do Anhangabaú, um aluno exclamou: “São Paulo é a maior!”. Ao passar pelo Teatro Municipal, Ramos de Azevedo e Xavier de Toledo foram citados. O tour terminou nas escadarias da Biblioteca.

A Catedral da Sé e a Casa da Marquesa foram os pontos preferidos dos alunos.

Kit do Projeto Aprenda 450 Anos motivou a excursão

O ponto de partida do trabalho realizado pelo Colégio D’Alkimin foi o material dos 450 anos entregue à escola pelo Projeto Aprenda 450 Anos. A partir dele, e com o apoio da Coordenadoria, as professoras tiveram a idéia de trazer, através do produto artístico, um pouco da história da cidade para dentro da sala-de-aula, e depois levar a sala-de-aula para o centro histórico.

Embora nenhum professor do D’Alkimin tenha comparecido às oficinas oferecidas pelo projeto, o material do Kit é hoje usado como material de apoio às aulas.

A professora Marli, de História, fez um curso parecido na Pinacoteca do Estado e, na intenção de multiplicar o conhecimento adquirido, pretende dar aulas para outros professores sobre como trazer a Arte para dentro da sala-de-aula.

 

Colégio Olavo Pezzotti
E.M.E.F. Prof. Olavo Pezzotti homenageia São Paulo

Na E.M.E.F. Prof. Olavo Pezzotti, a exposição do projeto Aprenda 450 Anos e o kit de fotos entregue aos professores motivou diversas ações de homenagem à cidade de São Paulo.

A turma da 3a série do ensino fundamental fez um programa de rádio. Já os alunos de 5a e 7a. séries realizaram um trabalho de fotografia onde mostraram a sua visão juvenil do bairro de Pinheiros, contraposta às fotos antigas vistas no kit. Esse trabalho foi monitorado por um fotógrafo profissional contratado pela coordenadoria de Pinheiros. Uma exposição com as fotos dos alunos foi apresentada na comemoração dos 444 anos do bairro.

Para a abertura da exposição do Projeto Aprenda 450 Anos na coordenadoria de Pinheiros, alguns alunos estudaram mais a fundo os kits, a fim de se tornarem monitores dos painéis e poderem explicar as fotos para a comunidade.


Reportagem: José Felix de Oliveira Jr
Edição: Valéria Chalegre


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