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SUGESTÕES DE TRABALHO

SUGESTÃO 3

PROJETO: LAZER EM SÃO PAULO – NOSSOS PARQUES


Áreas: Artes, história, geografia e português
Fontes de informação: Livros dos 450 anos de São Paulo e outros
Colaboradores: Familiares, artistas plásticos e outras pessoas da comunidade.

Em nossa cidade, são inúmeros os espaços dedicados ao lazer da população. Os parques públicos são exemplos destes locais, onde é possível a cada cidadão dedicar-se a brincadeiras, atividades esportivas ou artísticas, beneficiar-se do contato com áreas verdes e estar próximo a outras pessoas de maneira descontraída. Contar com tais espaços é fundamental para que a população tenha acesso a uma qualidade de vida melhor.

Discutir com os alunos a necessidade dos parques públicos, sua importância para a população, o papel de cada um bem como dos órgãos públicos para a manutenção desses espaços é uma forma de abordar os direitos e deveres dos cidadãos, já que todos têm direito a formas saudáveis de lazer.

Espaços de lazer ou espaços de convivência da população, São Paulo oferece uma variedade de opções de parques, espalhados pelas diversas regiões da metrópole. Alguns são mais conservados e melhor administrados pelos órgãos públicos, outros precisariam de maior investimento para que possam realmente ser aproveitados pelas comunidades que atendem. Conhecê-los e usufruir aquilo que oferecem, bem como reivindicar seu cuidado e sugerir novas formas de ocupação é um excelente exercício de cidadania e é o que propomos na proposta de trabalho que descreveremos a seguir.

Outro ponto que julgamos importante salientar refere-se especificamente aos jovens e adolescentes: a possibilidade de contar com espaços onde seja possível o encontro com pares e a dedicação a atividades prazerosas e valorizadas socialmente é um ingrediente que contribui para que este momento de formação da pessoa, marcado por conflitos e incertezas de diferentes ordens, possa ser enfrentado de maneira menos conturbada e, esperamos, fortalecendo-os para lidar com as dificuldades ou dos comportamentos destrutivos que são tão freqüentes, muitas vezes por falta de melhores opções.

Projeto – a escola adota um parque

Objetivos:
• Ampliar as noções de espaço público e privado;
• Favorecer a busca, por parte dos adolescentes, de espaços de convivência onde seja possível o desenvolvimento de diferentes atividades de lazer saudáveis;
• Conhecer melhor os parques da cidade;
• Colocar-se como um cidadão preocupado com problemas de sua comunidade, que busca formas de atuação que contribuam para sanar ou superar os problemas enfrentados por ela.

Áreas de conhecimento relacionadas:
Português, História, Geografia, Artes visuais.

Atividades previstas:
• Pesquisa na internet
• Leitura de textos informativos
• Visitas a parques
• Desenhos de observação
• Levantamento de atividades realizadas pelos usuários do parque
• Levantamento dos problemas identificados na visita ao parque
• Discussões em classe
• Escrita de textos de divulgação sobre a situação do parque
• Escrita de cartas a autoridades públicas.

Este projeto destina-se a alunos da 5ª a 8ª séries do Ensino Fundamental ou para alunos do Ensino Médio. Consta de algumas etapas: o estudo dos Parques do Ibirapuera e Jardim da Luz, a partir de fotos, textos, depoimentos e visitas; a pesquisa da relação de parques municipais próximos da escola; a escolha de um desses parques e o levantamento dos principais usos que a população faz desse espaço, seus principais problemas e sugestões reais para ampliação desses usos, a produção de materiais divulgação sobre o parque para a comunidade próxima da escola, a reivindicação, através dos canais abertos à população, das providências para que o parque mantenha ou venha a oferecer boas condições de uso.

1ª etapa: o parque do Ibirapuera e o Jardim da Luz

Escolhemos estes parques, pois são marcos importantes da cidade e oferecem diferentes opções de lazer àqueles que os freqüentam.

Atividade 1 – conversa sobre os parques
Antes de iniciar o estudo, é interessante saber se os alunos já visitaram o parque do Ibirapuera ou o Jardim da Luz, se ouviram falar de eventos que aconteceram lá. Essa conversa será mais rica se os alunos tiverem acesso a fotos ou outras ilustrações, trazidas pelos próprios alunos e pelo professor (sugerimos as fotos das páginas 43 e 87 do material “São Paulo 450 anos – de vila a metrópole”).

Atividade 2 – leitura do texto sobre o Parque do Ibirapuera (pg. 87 do material dos 450 anos)
Antes de propor a leitura do texto, é interessante explicar que ele abordará a história do maior parque da cidade. O objetivo desta leitura é que os alunos selecionem as principais informações referentes à história deste espaço.

Trazer fotos com imagens do parque (o lago e a fonte, o monumento das Bandeiras que é citado no texto, o prédio da Bienal, também citado, além de imagens da população em diversas atividades de lazer) contribui para dar maior significatividade à leitura que será feita a seguir. Também podemos trazer reportagens publicadas em jornais que abordem diferentes eventos que aconteceram no Ibirapuera (apresentações de importantes nomes da Música Popular Brasileira ou concertos de música erudita). Também é interessante relembrar a conversa que já ocorreu, em que os próprios alunos contam o que sabem e as atividades que realizaram, observaram ou ouviram alguém contar sobre este parque.

Essa leitura pode feita individualmente pelos alunos. Para favorecer sua compreensão, pedir que façam uma leitura geral e depois que leiam pela segunda vez, agora se preocupando em anotar as principais informações.

Depois deste momento, propor que cada aluno compartilhe com os colegas as informações que julgou relevantes. É interessante que estas sejam anotadas na lousa.

Atividade 3 – leitura do texto sobre o Jardim da Luz (pg. 42 do material dos 450 anos).
Este texto traz informações interessantes sobre as mudanças por que passou o Jardim da Luz, especialmente a relação entre investimento das autoridades na qualidade do espaço e a freqüência da população: era muito freqüentado na década de 20. Nos anos 70 é um local considerado perigoso, evitado pela população. Esta volta a freqüentá-lo no final da década de 90, após melhorias realizadas pela prefeitura.

É interessante chamar a atenção dos alunos para tais mudanças na história desse parque. Com esse intuito, a proposta de leitura será a seguinte:
Entregar cópias do texto aos alunos, que sugerimos que estejam organizados em duplas (o que favorecerá a troca de informações). Explicar que lerão um texto sobre o Jardim da Luz que foi o primeiro parque de São Paulo. Antecipar que o texto descreve momentos em que este foi muito freqüentado pela população e outros em que ficou praticamente abandonado. Ao ler, pedir que fiquem atentos aos motivos que são apontados no texto para que tal oscilação ocorra. Da mesma forma que aconteceu no texto anterior, sugerir que os alunos façam uma primeira leitura, conversem entre si sobre o que entenderam e depois voltem ao texto, desta vez fazendo anotações relacionadas ao tema lançado (as causas que fazem com que o parque seja mais ou menos procurado pela população).

Socializar as anotações dos alunos e comentar sobre a visita ao Jardim da Luz.

Atividade 4 – visita ao Jardim da Luz
O objetivo dessa visita é analisar as condições de conservação do parque, as atividades que oferece e os usos que fazem as pessoas deste espaço de lazer. Para que os alunos possam fazer tal análise, é fundamental que saibam o que observar e como registrar suas impressões. Para tanto, é necessário um momento de organização da visita, em que também se compartilhe os objetivos que se tem ao realizá-la. Sugerimos que a organização deste momento se dê da seguinte maneira:

Numa aula anterior ao passeio, explicar aos alunos que, além de conhecer o Jardim da Luz, nesta visita também farão uma avaliação das condições de conservação e as atividades realizadas pelos usuários ali presentes (se essa visita puder acontecer num sábado ou domingo, trará dados mais ricos).

Depois dessa conversa, pedir aos alunos que sugiram o que pode ser observado. Esperamos que os alunos se refiram às condições de limpeza, conservação das alamedas, jardins e obras de arte, presença de policiamento para garantir a segurança, número de banheiros e suas condições de higiene, número de recipientes para lixo etc. Se algum desses elementos não for citado, pode ser sugerido pelo professor. Construir uma tabela com os itens sugeridos facilita a anotação. Incluir também um campo, na folha de anotações, para que os alunos registrem as atividades a que se dedicam as pessoas que encontrarão no decorrer do passeio.

Também é muito rico pedir aos alunos que escolham a parte do parque que acharam mais interessante ou bonita e façam um desenho de observação. Outra proposta bastante desafiadora é, depois de conhecer bem o Jardim da Luz (ou parte dele), propor a representação deste espaço através de um mapa, em que não podem deixar de sinalizar os principais pontos de referência (a entrada, algumas obras de arte, o coreto etc.). Como se pode perceber, é fundamental que o professor conheça o local com antecedência, para que possa chamar a atenção dos alunos para tais pontos.

No dia do passeio, é importante levar prancheta, a folha de anotações com os itens que serão observados, lápis e borracha para o desenho de observação ou elaboração do mapa. Sugerimos que para o passeio os alunos estejam organizados em quartetos, pois assim terão maiores possibilidades de se organizar para fazer as anotações, bem como discutir como farão tais registros. Os desenhos de observação ou os mapas podem ser elaborados individualmente.

Atividade 5 – análise dos dados obtidos na visita
Após o passeio, é preciso organizar um momento em que os dados obtidos pelos grupos sejam apresentados bem como as produções gráficas (desenhos ou mapas). Além desses dados, conversar sobre suas impressões gerais: acharam que o parque é um espaço interessante para o lazer? As opções que oferece são variadas? O número de pessoas é adequado ao espaço oferecido (muito cheio, muito vazio)? Se não for, por que isso acontece?

Num texto coletivo (em que os alunos ditam ao professor o que escrever), podem elaborar um relatório sobre as condições gerais do Jardim da Luz, incluindo as impressões que foram mais enfatizadas nos grupos, os pontos que foram julgados positivos e aqueles considerados negativos, incluindo nessa análise os dados quantitativos obtidos.

2ª etapa: escolha de um parque próximo da escola

Atividade 1 – pesquisa, no site da prefeitura de São Paulo, do parque mais próximo da escola.
Se for possível fazer a pesquisa com todos os alunos da classe: Tentar localizar, no site da Prefeitura de São Paulo (www.prefeitura.sp.gov.br) , o parque que fica mais próximo da região em que se encontra a escola. Se for difícil organizar esse momento com o grupo de alunos (se a escola não contar com uma sala de informática), o professor pode fazer essa pesquisa, se possível na presença dos alunos.

Atividade 2 – preparação da visita para levantamento das condições do parque escolhido
Esta atividade é parecida com aquela que antecedeu a visita ao Jardim da Luz. A primeira visita tinha o objetivo de oferecer aos alunos referências de um espaço público de lazer com boas condições para a convivência de seus freqüentadores (como é o caso, atualmente, do Jardim da Luz), nesta segunda visita esperamos que os alunos contem com mais elementos para avaliar criticamente o parque que se encontra próximo da escola: “O espaço está bem cuidado?”; “É procurado pela população?”; “As condições de limpeza e conservação são adequadas?”; “Que tipo de atividades pode-se fazer lá?” são perguntas que queremos que os alunos estejam aptos a responder de maneira consistente (ou seja, justificando suas respostas). Para que isso ocorra, é interessante retomar os itens avaliados na visita ao Jardim da Luz, e discutir se é necessário acrescentar algum item. Para a segunda visita, sugerimos que os alunos também estejam organizados em quartetos e que, além do preenchimento dos dados previstos, alguns alunos do grupo façam desenhos de observação daquilo que mais lhes chamou a atenção (o quarteto precisa combinar o que desenharão) e outros façam a representação do parque através de um mapa, incluindo os principais pontos de referência.

Atividade 3 – visita ao parque
Acontecerá da mesma forma que a visita ao Jardim da Luz. Os alunos, organizados em quartetos, contarão com pranchetas, folhas de anotação dos dados, folhas para desenho de observação ou mapa, lápis e borrachas.

Atividade 4 – elaboração de relatório com principais pontos observados na visita
Na aula que sucede a visita ao parque, os alunos se reunirão em quartetos com os dados colhidos no passeio. A proposta para este momento é a elaboração de um relatório em que avaliarão as condições gerais do parque que foi visitado, com o cuidado de identificar pontos positivos e negativos, justificando-os. No final, é interessante que incluam se, de maneira geral, o parque está em boas condições ou não e as sugestões que fariam para que este espaço possa cumprir melhor seus objetivos. Depois disso, cada grupo apresenta suas conclusões.

Quando todos os grupos tiverem se colocado, o professor pode organizar a seguinte discussão:
“Este parque oferece boas condições de lazer para a população? Por que?”

A partir das respostas, outra questão pode se colocar:
“É interessante divulgar este parque para a comunidade da qual faz parte a nossa escola ou antes precisamos reivindicar algumas mudanças?”

A partir das conclusões do grupo, pode-se fazer uma ou outra proposta:
Escrever um folheto divulgando o parque para a comunidade (como se fosse um folheto turístico) ou escrever uma carta à prefeitura solicitando a realização de melhorias nas condições do parque. A escolha de um ou outro destes textos determinará as seguintes atividades.

Atividade 5 – leitura de textos do mesmo gênero daquele que os alunos produzirão
Para que os alunos possam produzir folhetos turísticos ou elaborem cartas às autoridades públicas reivindicando melhorias, é preciso que saibam tanto o conteúdo daquilo que escreverão como tenham claro qual a melhor linguagem a utilizar em cada momento. Além disso, é preciso organizar a disposição das informações no papel e cuidar das regras de tratamento que se costumam observar (especialmente na carta às autoridades). Para que tenham condições de fazer isso, é interessante que o professor organize algumas aulas em que os alunos lerão textos do mesmo tipo daquele que será produzido e conversem sobre as principais características desses textos.

Atividade 6 – produção de texto
Nesta aula os alunos produzirão o texto que foi decidido: um folheto divulgando as qualidades do parque e convidando a população para que o freqüente ou uma carta reivindicando providências às autoridades para a melhor conservação de suas condições.

Sugerimos que os textos sejam produzidos pelo grupo todo: o professor se encarrega de escrever aquilo que for ditado pelos alunos. Dessa forma se garante que estes fiquem mais atentos à linguagem, à melhor forma de se expressar, pois em ambos os casos têm um grande desafio: no caso dos folhetos, têm a intenção de explicitar aos leitores as qualidades do parque, convencendo-os que freqüentá-lo é uma boa opção de lazer. No caso da carta para as autoridades, precisam argumentar sobre a pertinência de suas reivindicações e sua viabilidade. Depois de pronto, o texto precisa ser relido para saber se precisa ser melhorado. Em seguida é preciso se providenciar que chegue aos seus destinatários: ou ser xerocopiado, incluindo as ilustrações produzidas a partir dos desenhos e mapas elaborados no passeio ou digitado e encaminhado ao setor competente da prefeitura.

 

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