BAIRROS NOBRES
Museu Paulista do Ipiranga (1890)
A Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga, permaneceu sem monumento até 1890. Apenas em 1884 foi contratado o engenheiro italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi para realizar o projeto de um monumento-edifício no bairro do Ipiranga, a quase seis quilômetros do centro, para celebrar o evento histórico protagonizado por d. Pedro I.
O estilo arquitetônico adotado foi o de um palácio renascentista, muito rico em ornamentos e decorações. A técnica empregada foi a do tijolo, uma novidade para a época. O edifício tem 123 metros de comprimento e 16 metros de profundidade com uma profusão de elementos decorativos e ornamentais.
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As obras encerraram-se em 15 de novembro de 1890, no primeiro aniversário da República. Cinco anos mais tarde, foi criado o Museu de Ciências Naturais, que se transformou no Museu Paulista.
Em 1909, o paisagista belga Arsênio Puttemans executou os jardins ao redor do edifício. O inglês Archibald Forrest comentou em 1912:
"Aos domingos e feriados, o passeio favorito do povo - italianos, negros, portugueses, alemães, paulistas e ingleses - é ir de carro da Praça da Sé até o Museu do Ipiranga. A viagem ocupa cerca de meia hora, e o percurso é feito saindo-se do Largo 7 de Setembro, descendo pela Rua da Glória, com suas pequenas casas uniformes, passando pelo Matadouro, e seguindo pelas alamedas arborizadas de ambos os lados e que vão em direção aos bairros, onde os edifícios avançam em todas as direções e os operários executam suas tarefas, apesar de ser domingo. Fora da cidade, chácaras de hortaliças, ricos gramados verdes, terra vermelha, abetos e pinheiros por todos os lados, o gado pastando no prado, vilas com telhados cor-de-rosa e fábricas surgindo entre os campos verdes. A maioria dos passageiros desce para os jardins do Ipiranga, situados em um terreno com largas calçadas, que vai se elevando suavemente, marginado por ciprestes, canteiros de flores muito bem tratados e todos os tipos de arbustos".
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Nos dias atuais, o Museu Paulista possui um acervo de 125 mil peças, entre objetos, iconografia e documentação, que iluminam períodos da História do Brasil do século XVII até meados do século XX, centralizadas na História de São Paulo. A biblioteca tem mais de 100 mil volumes e o Centro de Documentação Histórica, 40 mil manuscritos.
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