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CONSIDERAÇÕES FINAIS


Fatores como loteamentos clandestinos, especulação imobiliária e falta de planejamento urbano comprometem de várias formas a qualidade de vida em São Paulo e destroem os recursos naturais disponíveis, por meio de violentas e constantes agressões ao meio ambiente.

A degradação ambiental ocorre em diferentes instâncias. Os rios da Grande São Paulo, por exemplo, encontram-se densamente contaminados pela emissão de esgotos e pelos efluentes de 1.250 indústrias, responsáveis por 90% da poluição da água da cidade.1 O ar que se respira em São Paulo apresenta também grande quantidade de poluentes: a cidade ocupa atualmente o quinto lugar entre as mais poluídas do mundo. Cada veículo emite em média quatro toneladas de monóxido de carbono por ano, e as emissões agravam-se ainda mais com os congestionamentos. A poluição do ar aumenta com o fenômeno – bastante freqüente – da inversão térmica: uma camada de ar quente recobre uma camada inferior de ar frio, impedindo a dispersão dos poluentes.

Outro problema agudo da cidade é o lixo. As montanhas de resíduos produzidas em nossa sociedade são um exemplo claro de desperdício e associam-se diretamente ao consumo desenfreado e inconsciente. Cada habitante da cidade gera diariamente cerca de um quilo de lixo, no qual quase sempre se misturam materiais aproveitáveis e não-aproveitáveis. Os programas de reciclagem e coleta seletiva são ainda incipientes, e grande parte da população parece não ter percebido sua necessidade e urgência.




É importante lembrar que a degradação ambiental não apenas leva os recursos naturais ao esgotamento, mas também provoca uma série de graves doenças. A luta por uma cidade saudável passa pela gestão equilibrada de seus recursos, tendo em vista o bem-estar de todos. Ações responsáveis e solidárias e participação nos programas de preservação do ambiente urbano são parte fundamental do exercício diário da cidadania.

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